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Principal item de segurança do automóvel, o sistema de freio merece um atenção especial. Normalmente, o conjunto – formado por itens como pastilha, disco, lona, tambor e fluido – deve ser inspecionado anualmente ou a cada 15 mil quilômetros.
Como funciona em alta temperatura e em constante atrito, o sistema de freio do automóvel se desgasta rapidamente. Existem, inclusive, alguns sinais que indicam que um dos componentes está como os dias contados. De acordo com Edson Fernando da Costa, encarregado da oficina da concessionária Honda Niponsul, em Curitiba, um chiado acima do normal e pedal do freio baixo são os principais indicativos de que há algo de errado com o conjunto.
A recomendação, para o motorista que dirige pouco, é que a revisão do sistema seja feita anualmente ou a cada 15 mil quilômetros. Mas, se o veículo roda muito, o mais aconselhável é que seja levado a uma oficina na metade dos prazos recomendados inicialmente. O serviço de inspeção leva, em média, meio dia e o custo varia de R$ 150 a R$ 400, dependendo do carro e dos componentes que serão substituídos.
Ao pisar no pedal do freio, a maior parte do peso do carro é transferida para frente, o que acentua mais o desgaste dos itens do eixo dianteiro, principalmente, os discos (em média, R$ 60 o par) e as pastilhas (R$ 50, o kit). Atrás, a maioria dos carros conta com tambores (R$ 100, o par) e lonas (varia de R$ 15 a R$ 150, o kit), componentes que também devem ser verificados, mas que geralmente exigem menos manutenção;
Na hora da revisão do sistema, o fluido de freio (foto) não pode ser esquecido. Opte pelas marcas mais conhecidas, levando em conta a especificação correta (normalmente, DOT3, DOT4 e a DOT5). Um frasco de fluido, normalmente, custa R$ 15.
Mas o motorista pode ajudar a aumentar a durabilidade dos componentes do freio. Para reduzir o desgaste, salienta Wilson Bill, proprietário da Auto Mecânica Bill, oficina em Curitiba, uma das recomendações é usar o freio motor. Assim, principalmente nas descidas, convém usar uma marcha mais reduzida para poupar os freios. Dirigir de forma afoita no trânsito, com freadas bruscas, também acelera o desgaste dos componentes de frenagem. O ideal, segundo Bill, é pisar no freio progressivamente e com suavidade.
Roberto Couto
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