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Era o Capanema, mas desde 1992 é o Jardim Botânico – denominação mais apropriada para o bairro onde, em 1991, foi inaugurado o próprio Jardim Botânico de Curitiba, com sua imensa estufa de plantas, inspirada nos palácios de cristal ingleses do século XIX, e os bem-cuidados jardins frontais em estilo francês. O novo nome foi decidido através de plebiscito.
O parque do Jardim Botânico é ponto turístico, mas também de passeios e lazer de famílias curitibanas, que diariamente usam a pista do bosque em caminhadas ou simplesmente para relaxar observando a natureza preservada da área, que tem 245 mil metros quadrados no total. Há também um Museu Botânico com centro de pesquisas, sala de exposições e bibliotecas.
Ao lado do Jardim Botânico, para os amantes do ciclismo, o velódromo serve para treino e competições dos atletas. Outros pontos de referência do bairro são a Estação Rodoferroviária de Curitiba, o Mercado Municipal com sua profusão de cheiros e sabores, o estádio Durival de Britto e as modernas edificações do Cietep, da Federação das Indústrias do Paraná.
Localizado no centro-leste da cidade, o bairro faz divisa com o Centro, Rebouças, Prado Velho, Cristo Rei, Jardim das Américas, Guabirotuba e Cajuru. Nele estão importantes ruas da cidade, como o trecho inicial da Avenida Comendador Franco, mais conhecida como Avenida das Torres, que leva a São José dos Pinhais e saída para Santa Catarina.
O bairro tem origem nos idos de 1800, quando parte da área pertencia ao Conselheiro Guilherme de Capanema, mais conhecido como Barão de Capanema. Cientista, amante da natureza, o barão cultivava em sua chácara um caprichado jardim com pomares e plantas exóticas. Ali, ele recebeu Dom Pedro II, quando de sua visita ao Paraná em 1880.
Já no início do século XX, as terras do Barão de Capanema começaram a ser loteadas. Algumas poucas residências de funcionários da Rede Ferroviária se espalhavam pelos campos. Mas já em 1930 a área começava a ficar mais agitada com a construção do estádio Durval de Britto, onde jogava o time Ferroviário. A vizinhança com o Prado dos Guabirotuba, local de corridas de cavalos, onde viria a ser a sede da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e o bairro Prado Velho, também animava os moradores do atual Jardim Botânico.
Em 1958 chegou ao bairro uma “grande obra”: o Mercado Municipal de Curitiba. Famílias de libaneses - com seu tradicional tino para o comércio - que já moravam ou trabalhavam na região, comemoravam.
Boiadas ainda passavam pela Avenida Centenário, em direção ao Matadouro do Guabirotuba, enquanto o apito pontual dos trens de passageiros avisava as horas. Mas foi em 1961 que o bairro ganhou uma obra ainda maior, que até hoje segue imponente ao lado da Rodoferroviária: o Moinho Anaconda, que ali se instalou aproveitando a proximidade da linha férrea. Na mesma década, o então Capanema ganhava obras de infra-estrutura como asfalto e luz elétrica. Em 1971 foi construído o Viaduto do Capanema e, em 1972, a Estação Rodoferroviária.
Embora bem localizado, valorizado pelo parque e próximo ao Centro, o Jardim Botânico – um bairro amplo, com muitos pontos comerciais e praças para lazer - não atravessou fase de grande desenvolvimento imobiliário nas últimas duas décadas. Apresenta potencial para novos empreendimentos, especialmente residenciais, devido à tranquilidade das ruas secundárias e grande oferta de terrenos.
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