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No local onde hoje é o bairro do Atuba está a origem dos primeiros moradores – e fundadores – de Curitiba. Ainda no século XVI era ali que paravam os desbravadores portugueses, vindos de Paranaguá pelo único caminho então existente. Após atravessar a Serra do Mar eles se instalaram às margens do Rio Atuba, e o pequeno povoado passou a se chamar Vilinha.
Como não encontraram ali o ouro que procuravam, os portugueses seguiram para a região onde hoje estão a praça Tiradentes e o Centro Histórico, e fundaram o povoado de Vila Nossa Senhora da Luz, que depois se transformaria em Curitiba. A Vilinha no Atuba passou a ser denominada, então, Vila Velha.
Há uma lenda contando que a imagem da Padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz, tinha os olhos voltados para o lugar que Curitiba ocupa hoje, daí teria vindo a escolha dos portugueses para se mudar para o local onde hoje é o Centro da cidade.
A história do desenvolvimento do Atuba está ligada ao vizinho Bairro Alto, que tem as mesmas características.
A palavra Atuba é proveniente do Tupi Guarani – antes dos portugueses, os índios habitavam aquela região às margens do rio de mesmo nome.
O historiador Ermelino de Leão afirma que documentos antigos mencionam o bairro pela denominação de Ubatuba (muitos pinhões), que se transformou em Vatuba, contraindo depois para forma atual de Atuba. Júlio Moreira diz que o nome “Atuba” significa “chácara com árvores cheias de frutas”. Já o Dicionário Tupi Guarani de Orlando Bordoni, mostra Atuba como significado para a nuca ou a parte elevada da cabeça.
Localiza na região Nordeste da cidade, o Atuba faz divisa com os bairros Santa Cândida, Tingüi e Bairro Alto e o município de Colombo.
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