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O Rio Água Verde, que nasce no final da Avenida Sete de Setembro – onde já foi a fábrica de refrigerantes Cini e hoje está o Colégio Dom Bosco – e deságua no Rio Belém, no Prado Velho, deu o nome a um dos bairros mais simpáticos de Curitiba. O Água Verde é uma mistura de residências, casas antigas (muitas em madeira), edifícios residenciais de pequeno e médio porte, pontos comerciais variados, e muitos barzinhos, onde a vida noturna fervilha. Os boêmios dizem que o Água Verde é o bairro dos botecos mais tradicionais da cidade.
O rio, que ganhou esse nome por causa da coloração das algas esverdeadas que tomavam as águas, há tempos foi canalizado e não aparece mais para os moradores do bairro. Mas o bairro Água Verde tem outros pontos de referência bem conhecidos e que são símbolos da capital paranaense. Um deles, em frente à praça Afonso Botelho, é a Kyocera Arena, estádio do Clube Atlético Paranense – também chamado, pelos curitibanos, de “Caldeirão” ou “Baixada”, por causa da localização, no ponto onde antigamente havia um banhado do rio Água Verde.
Outros locais de referência do bairro são a praça do Japão, com o memorial em homenagem ao povo japonês, onde acontecem festas típicas, várias vezes por ano; o antigo prédio da Sociedade D. Pedro II; o início da movimentada Avenida República Argentina, que leva ao bairro Portão e a outras regiões da cidade, com suas inúmeras lojas, restaurantes, supermercados, pontos de serviço e comércio de todos os gêneros; o Cemitério da Água Verde, ao lado da igreja do bairro; e o tradicional Clube Curitibano.
O bairro tem localização privilegiada. Está na região central, a apenas 3,2 km do Marco Zero, na praça Tiradentes, é bem servido em transporte coletivo e faz divisa com o Batel, Guaíra, Parolin, Vila Izabel, Seminário, Rebouças e Centro.
O Água Verde já foi local de fazendas e colonos. Aos poucos, foi se urbanizando, ao longo da Estrada Velha do Portão, a atual República Argentina. No começo do século passado, a via começava a receber armazéns, padarias, açougues e pontos de comércio variado, que conviviam com as residências em madeira – muitas com enormes quintais para criar galinha, porcos e plantar verduras. Para atender a população do bairro, nasciam as sociedades operárias beneficentes: a Sociedade Beneficente Internacional da Água Verde e a Sociedade Beneficente Livorno Ítalo-Brasileira, mais tarde denominada D. Pedro II.
Na década de 70, a República Argentina ganhou obras para receber o eixo de transporte público, com os ônibus Expressos – e agora com os Biarticulados – que levam até o Pinheirinho e a saída Sul da cidade pela BR-116.
Até hoje, mesmo com a urbanização, o crescimento e a chegada de centenas de novos moradores e da população que trabalha no local, o bairro guarda características de região familiar, onde os vizinhos se conhecem e se pode ir às compras a pé. Assim como em outros bairros residenciais que cresceram nas últimas décadas, o Água Verde possui vias movimentadas e ruas tranquilas, cheias de casas antigas e condomínios de pequenos sobrados construídos mais recentemente.
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