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Quem é estudante e está à caça de um emprego não pode deixar de procurar programas de estágio ou de trainee. Formadoras de profissionais, estas oportunidades são a maneira que as empresas usam para encontrar futuros talentos e retê-los em seus quadros de pessoal. Para os participantes, é um jeito de começar a carreira recebendo salário.
De acordo com Pedro Andriolli, coordenador do IEL Estágio, entidade que faz a ponte entre estudantes e empresas, quando surge uma vaga, os candidatos passam por uma pré-seleção pelo currículo e depois enfrentam testes, dinâmica de grupo e entrevista. “É bom lembrar que não há aprovado ou reprovado, mas o selecionado é o que tem o perfil mais adequado à vaga”, explica. Andriolli diz que 90% dos estudantes que fazem estágio afirmam que aprenderam bastante com a experiência.
Roberta Libardi, coordenadora de recrutamento e seleção do Cetefe Estágio, empresa que busca estagiários para outras empresas, diz que entre 40% a 45% dos estudantes são contratados no final do período. “Como os candidatos geralmente não têm experiência, o que importa é o perfil comportamental, se a pessoa sabe se relacionar, se está motivada e busca resultados”, conta. Segundo ela, o estágio pode ser feito por estudante de curso médio, técnico e superior. No primeiro caso, o limite é de 20 horas por semana de trabalho e 4 horas por dia, enquanto para os outros é de 30 horas semanais, ou 6 horas por dia, e 40 horas semanais, ou 8 horas diárias, respectivamente. “O contrato não tem vínculo empregatício e deve durar no mínimo seis meses e no máximo dois anos”, acrescenta.
Os programas de trainee, por sua vez, são direcionados somente a universitários, que trabalham como funcionários contratados mas participam de treinamentos e conhecem vários setores da empresa. “As empresas buscam futuros técnicos ou executivos, quando precisam ampliar o quadro de gestores, com a construção de uma nova unidade, por exemplo”, diz Adriano Araújo, diretor-executivo do Grupo Foco, que faz diversas seleções de trainees para outras empresas. Segundo Araújo, geralmente os programas são para recém-formados ou pessoas que receberam o diploma há no máximo dois anos. “Não há receita pronta para ser aprovado, porque o que vale é a experiência de vida, já que o candidato não tem muita experiência profissional. A dica é estar antenado no mercado, para fazer a prova, pesquisar sobre a empresa antes ir à seleção e ser sincero na dinâmica de grupo, até porque a pessoa não sabe o que a empresa está buscando”, fala.
Marco Sanchotene
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